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Artrodese lombar minimamente invasiva

Artrodese lombar minimamente invasiva
Imagem: Envato

Técnica cirúrgica é indicada para tratar instabilidades e degenerações da coluna lombar, com menor agressão aos tecidos e recuperação mais rápida

A artrodese lombar é um procedimento utilizado para estabilizar a coluna em casos de desgaste, deformidades ou lesões que causam dor intensa e comprometem a mobilidade. Nas últimas décadas, as técnicas minimamente invasivas evoluíram de forma significativa, permitindo realizar a cirurgia com incisões menores, menor perda de sangue e recuperação mais rápida.

A artrodese lombar minimamente invasiva é uma técnica cirúrgica utilizada para estabilizar a coluna vertebral e tratar condições que causam dor lombar intensa, como hérnias de disco recorrentes, espondilolistese e degeneração dos discos intervertebrais.

Diferente das cirurgias abertas convencionais, esse método utiliza pequenas incisões e instrumentos específicos que permitem acessar a coluna com menor agressão aos tecidos. Entenda mais sobre a artrodese lombar minimamente invasiva a seguir!

Objetivo da artrodese lombar minimamente invasiva

O principal objetivo da artrodese lombar é estabilizar a coluna vertebral em casos de instabilidade mecânica ou degeneração dos discos intervertebrais que causam dor lombar crônica e limitação funcional. A fusão entre as vértebras reduz a movimentação anormal da região e alivia a compressão sobre as raízes nervosas.

A versão artrodese lombar minimamente invasiva busca alcançar esse mesmo resultado com o mínimo de agressão aos tecidos, reduzindo o trauma cirúrgico e acelerando o processo de reabilitação.

Em que casos a artrodese lombar minimamente invasiva é indicada?

A técnica é indicada principalmente para pacientes que apresentam doenças degenerativas da coluna ou instabilidade vertebral. Entre as condições que mais comumente levam à indicação da artrodese lombar minimamente invasiva, estão:

  • Espondilolistese (deslizamento de uma vértebra sobre a outra);
  • Degeneração de disco lombar;
  • Hérnias discais recorrentes;
  • Escoliose degenerativa;
  • Fraturas vertebrais instáveis.

Como o procedimento é realizado?

A artrodese lombar minimamente invasiva é feita por meio de pequenas incisões na pele, com o auxílio de instrumentos especializados e de sistemas de imagem para guiar o cirurgião. O espaço entre as vértebras é preparado e, em seguida, são colocados parafusos, hastes e enxertos ósseos que promovem a fusão óssea ao longo do tempo.

Em comparação com a técnica aberta, a artrodese lombar minimamente invasiva envolve menor manipulação de tecidos, o que resulta em menos dor e tempo de internação reduzido.

Vantagens da artrodese lombar minimamente invasiva

Entre os principais benefícios da técnica estão:

  • Menor dor pós-operatória, devido à preservação dos músculos e tecidos adjacentes;
  • Redução do tempo de internação hospitalar;
  • Recuperação funcional mais rápida;
  • Menor perda de sangue durante a cirurgia;
  • Cicatrizes menores e melhor resultado estético;
  • Menor risco de infecção e complicações associadas.

Riscos e possíveis complicações da artrodese lombar

Assim como qualquer procedimento cirúrgico, a artrodese lombar minimamente invasiva apresenta riscos, embora a taxa de complicações seja baixa quando realizada por equipe especializada. Entre os principais riscos estão infecções no local da cirurgia, sangramento, lesão nervosa e trombose venosa profunda. Também podem ocorrer dor residual e rigidez na região operada durante o período inicial de recuperação.

Em alguns casos, o processo de fusão entre as vértebras pode não ocorrer como o esperado, resultando em pseudoartrose — uma falha na consolidação óssea que pode exigir reavaliação médica ou nova intervenção. Além disso, o uso de implantes e materiais de fixação, embora seguro, requer acompanhamento periódico por imagem para garantir estabilidade e evitar deslocamentos ou desgaste.

Apesar desses riscos, a artrodese lombar minimamente invasiva é considerada um procedimento seguro, com índices de complicação reduzidos e bons resultados clínicos quando realizada em centros especializados. O acompanhamento pós-operatório e o cumprimento das orientações médicas são fundamentais para uma recuperação adequada e duradoura.

Recuperação após a artrodese lombar minimamente invasiva

A recuperação da artrodese lombar minimamente invasiva tende a ser mais rápida e menos dolorosa do que em técnicas convencionais, já que há menor lesão dos tecidos musculares e sangramento reduzido. O tempo de internação costuma variar de um a três dias, e o paciente é orientado a iniciar movimentos leves logo nas primeiras 24 horas, conforme avaliação da equipe médica.

Durante as primeiras semanas, é comum que o paciente utilize cinta lombar e evite esforços físicos intensos, como levantar peso ou realizar movimentos bruscos. Fisioterapia e exercícios de fortalecimento são introduzidos gradualmente, com foco na recuperação da estabilidade e na reeducação postural. O retorno ao trabalho e às atividades cotidianas costuma ocorrer entre quatro e oito semanas, dependendo da resposta individual.

Embora o desconforto inicial e a rigidez sejam esperados, a dor tende a diminuir de forma progressiva com o avanço da cicatrização. A recuperação completa e a consolidação da fusão vertebral podem levar de seis meses a um ano.

Qual a taxa de sucesso da cirurgia?

A artrodese lombar minimamente invasiva apresenta taxas de sucesso elevadas, com índices de melhora clínica que variam entre 80% e 90%. Esses resultados refletem o controle eficaz da dor lombar crônica e a recuperação da estabilidade vertebral, especialmente em pacientes que não responderam a tratamentos conservadores. A precisão das técnicas minimamente invasivas reduz o trauma cirúrgico, o risco de infecção e o tempo de internação.

Vale lembrar, entretanto, que o conceito de sucesso na artrodese vai além da consolidação óssea observada nos exames de imagem. O retorno funcional, a redução do uso de analgésicos e a retomada das atividades cotidianas também são parâmetros importantes.

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Fontes:

Biblioteca Virtual em Saúde

Dr. Flávio Zelada