Diagnóstico é baseado na avaliação de sintomas, exame físico detalhado e exames de imagem específicos que confirmam o estreitamento do canal vertebral
A estenose de canal lombar é uma condição em que o canal vertebral se estreita e passa a comprimir raízes nervosas responsáveis pela sensibilidade e pela força das pernas. O adequado diagnóstico da estenose lombar é fundamental, porque essa compressão pode evoluir de forma lenta, muitas vezes confundindo-se com outros problemas da coluna.
A avaliação médica deve ser cuidadosa, analisando a história clínica, o padrão da dor, a limitação funcional e os achados em exames de imagem. Quanto mais cedo é feito o diagnóstico correto, mais assertivo é o planejamento terapêutico, seja ele conservador ou cirúrgico.
Índice
A estenose lombar pode ser confundida com outras condições?
Sim. A estenose lombar pode ser confundida com diversas doenças que também causam dor irradiada, dormência e fraqueza nas pernas. Entre as condições mais comuns estão a hérnia de disco, a síndrome piriforme, a neuropatia periférica e problemas vasculares nos membros inferiores, como insuficiência arterial ou claudicação vascular.
Justamente por isso o diagnóstico da estenose lombar é tão importante. Enquanto algumas dessas doenças têm tratamento apenas conservador, a estenose lombar pode exigir intervenções específicas para evitar piora da compressão nervosa. A avaliação médica detalhada é essencial para distinguir essas condições e direcionar o tratamento adequado.
Quais os sintomas comuns da estenose lombar?
Os sintomas da estenose lombar variam de intensidade, mas geralmente seguem um padrão característico. A dor lombar costuma irradiar para glúteos, coxas ou panturrilhas, e tende a piorar ao caminhar ou ficar em pé por longos períodos. Muitas pessoas relatam sensação de peso nas pernas, dormência ou formigamento que melhoram ao se sentar ou flexionar o tronco para frente.
A fraqueza muscular também pode ocorrer, especialmente em quadros moderados a graves. Conforme a compressão nervosa avança, pode surgir dificuldade para subir escadas, caminhar longas distâncias ou manter o equilíbrio. Esses sinais contribuem para levantar suspeita clínica de estenose e orientar a investigação diagnóstica.
Diagnóstico da estenose lombar: como é realizado?
O diagnóstico da estenose lombar é feito por meio de uma combinação de avaliação clínica, exame físico e exames complementares. Essa análise conjunta permite identificar o grau de estreitamento do canal vertebral, a localização da compressão e o impacto sobre os nervos.
Com esse conjunto de informações, o médico consegue definir se a estenose é leve, moderada ou grave, além de determinar a melhor estratégia de tratamento.
Avaliação clínica
A avaliação clínica é o primeiro passo para o diagnóstico da estenose lombar. O médico analisa o histórico do paciente, padrões de dor, fatores que melhoram ou pioram os sintomas e limitações funcionais. Esse momento é fundamental para diferenciar a estenose de outras patologias da coluna ou doenças com sintomas semelhantes.
Nessa etapa também são investigados sinais de alerta, como perda de força importante, queda frequente, alterações urinárias ou intestinais e dor incapacitante. Esses dados ajudam a identificar casos que exigem exames urgentes ou abordagens mais rápidas.
Exame físico e testes neurológicos
O exame físico inclui avaliação da postura, mobilidade da coluna e resposta muscular. São testados reflexos, sensibilidade e força nas pernas, já que a estenose pode afetar diferentes raízes nervosas lombares.
Também podem ser realizados testes funcionais, como observar a capacidade de caminhar, ficar na ponta dos pés ou calcanhares e permanecer em ortostase. A presença de claudicação neurogênica é um achado característico e reforça a suspeita diagnóstica.
Exames de imagem
A ressonância magnética é o exame mais importante para confirmar o diagnóstico da estenose lombar. Este exame permite visualizar com precisão o canal vertebral, as raízes nervosas, os discos intervertebrais e os ligamentos. É o melhor método para avaliar o grau da compressão e sua causa.
A tomografia computadorizada pode ser utilizada quando há contraindicação à ressonância ou quando é necessário analisar estruturas ósseas com mais detalhe. Já as radiografias simples auxiliam na identificação de desalinhamentos, artrose, espondilolistese e perda de altura discal, complementando o raciocínio diagnóstico.
Exames eletrodiagnósticos
Os exames eletrodiagnósticos, como a eletroneuromiografia (ENMG), ajudam a avaliar a função dos nervos e músculos. Eles são úteis principalmente quando há dúvida se os sintomas são decorrentes de estenose lombar ou de neuropatias periféricas, por exemplo.
Embora não confirmem a estenose por si só, esses exames complementam a avaliação e ajudam a entender a extensão da compressão nervosa, especialmente em quadros persistentes ou atípicos.
Quando os exames são solicitados para o diagnóstico da estenose lombar?
Os exames são solicitados quando os sintomas são persistentes, quando há suspeita clínica significativa ou quando o paciente apresenta sinais neurológicos relevantes, como perda de força, dificuldade para caminhar ou alterações de sensibilidade.
Além disso, exames são indicados antes de procedimentos terapêuticos mais invasivos, como infiltrações na coluna (bloqueios) ou cirurgia. A confirmação por imagem é fundamental para orientar o plano de tratamento e avaliar o prognóstico.
Qual médico realiza o diagnóstico e tratamento?
O diagnóstico e o tratamento da estenose lombar são realizados pelo ortopedista especialista em coluna. Esse profissional possui formação específica para avaliar doenças degenerativas, compressões nervosas e alterações estruturais da coluna lombar.
Em casos complexos, o especialista em coluna também orienta a necessidade de procedimentos cirúrgicos ou de reabilitação intensiva. Para quadros iniciais ou leves, o acompanhamento pode incluir fisioterapia e manejo conservador, sempre coordenado pelo ortopedista.
Para saber mais sobre o diagnóstico da estenose lombar e entender as opções de tratamento, entre em contato e agende uma consulta com o Dr. Flávio Zelada.
Fontes:

