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Espondilose: sintomas, causas e tratamentos

Espondilose: sintomas, causas e tratamentos
Imagem: Shutterstock

Hábitos saudáveis amenizam o desgaste das vértebras, evitando o surgimento de condições como a espondilose

Condição que envolve o desgaste progressivo das vértebras, dos discos intervertebrais e das articulações, levando a inflamações e limitações motoras, a espondilose é uma das principais causas de dor na coluna em adultos, impactando a qualidade de vida de milhões de indivíduos.

De acordo com o Ministério da Saúde, esse quadro é definido como um conjunto de alterações degenerativas inespecíficas da coluna vertebral, sendo mais prevalente nas regiões cervicais e lombares devido à maior mobilidade nessas áreas.

A seguir, exploraremos as principais características da espondilose.

O que é a espondilose na coluna lombar?

A espondilose na coluna lombar refere-se ao desgaste degenerativo das vértebras lombares, localizadas na parte inferior da coluna, afetando os discos intervertebrais, que perdem hidratação e elasticidade com o tempo, resultando em uma redução da altura discal e uma formação de osteófitos, conhecidos popularmente como “bicos de papagaio“.

A espondilose lombar — a mais comum entre as variantes — causa inflamação nas articulações facetárias, além de uma possível compressão das raízes nervosas. Essa condição é frequentemente associada a lombalgias crônicas, que representam a segunda causa mais frequente de consultas em serviços primários de saúde no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, e sua progressão pode levar à instabilidade vertebral, que agrava os sintomas da condição em atividades cotidianas, impactando seriamente a qualidade de vida do indivíduo.

O que é a espondilose na coluna vertebral?

A espondilose na coluna vertebral, por sua vez, abrange alterações degenerativas em qualquer segmento da espinha, isto é, cervical, torácico e lombar. Trata-se de uma osteoartrite espinhal, em que o envelhecimento celular afeta os discos, ligamentos e articulações, promovendo rigidez e formação de protuberâncias ósseas.

Conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, a espondilose é um termo genérico para mudanças inespecíficas, sem correlação direta entre a gravidade radiológica e a intensidade dos sintomas. Essa patologia pode se manifestar de forma isolada ou combinada com outras condições, como hérnias discais.

Dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia destacam que a espondilose afeta principalmente indivíduos acima dos 40 anos, com prevalência crescente em populações sedentárias.

A espondilose apresenta sintomas?

Sim, a espondilose apresenta sintomas que variam conforme a região afetada e o grau de degeneração. Os sinais mais comuns incluem dor crônica na região lombar, cervical ou torácica, rigidez matinal e limitação de movimentos. Em casos de compressão nervosa, surgem formigamentos, fraqueza muscular e irradiação da dor para os membros superiores ou inferiores.

De acordo com o Ministério da Saúde, muitos pacientes com espondilose permanecem assintomáticos, mas quando presentes, os sintomas intensificam-se com atividades físicas ou posturas inadequadas. Na espondilose cervical, por exemplo, as dores de cabeça e a vertigem podem ser comuns, enquanto, na lombar, a ciatalgia (dor no nervo ciático) é frequente.

Causas e fatores de risco da espondilose

As causas da espondilose estão primordialmente ligadas ao envelhecimento natural do corpo humano, que provoca perda de estrutura nos discos intervertebrais e sobrecarga nas articulações, e fatores como movimentos repetitivos, fraturas prévias e predisposição genética aceleram esse processo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, o sedentarismo e o excesso de peso representam riscos significativos, aumentando a pressão sobre a coluna. Outros fatores de risco incluem:

  • Postura inadequada durante o trabalho ou uso excessivo de dispositivos eletrônicos;
  • Histórico familiar de osteoartrite;
  • Lesões espinhais anteriores;
  • Obesidade, que eleva o estresse mecânico nas vértebras.

Dados do Ministério da Saúde indicam que lombalgias ocupacionais, relacionadas à espondilose, apresentam alta prevalência em profissões com carga pesada, que envolvem levantamento de peso e movimentos repetitivos.

Como o diagnóstico é realizado?

O diagnóstico da espondilose inicia-se com a avaliação clínica, que analisa o histórico médico e os sintomas relatados pelo paciente. Além disso, exames de imagem, como radiografias, tomografia computadorizada e ressonância magnética, confirmam alterações degenerativas, como redução discal e osteófitos.

Conforme o Protocolo do Ministério da Saúde, não há correlação absoluta entre achados imagiológicos e sintomas apresentados, exigindo uma correlação clínica. Por fim, a exclusão de outras patologias, como tumores ou infecções, é também essencial, sendo realizada por meio de exames laboratoriais.

Qual é o tratamento para a espondilose?

O tratamento para espondilose foca no alívio sintomático e na melhora da funcionalidade corporal, sendo de natureza majoritariamente conservadora.

Medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares controlam a dor, enquanto a fisioterapia, por sua vez, fortalece os músculos e melhora a mobilidade do corpo.

Além disso, mudanças no estilo de vida, como perda de peso e exercícios leves, também são práticas recomendadas. De acordo com o Ministério da Saúde, a maioria dos casos de espondilose responde bem a abordagens não cirúrgicas.

Quando o tratamento cirúrgico é indicado?

O tratamento cirúrgico é indicado em casos graves de espondilose, quando há compressão nervosa persistente, instabilidade vertebral ou falha nos métodos conservadores. Para isso, procedimentos como fusão vertebral ou remoção de osteófitos restauram a estabilidade óssea do paciente.

Segundo a Sociedade Brasileira de Coluna, a cirurgia ocorre em menos de 10% dos pacientes, sendo reservada para sintomas como perda de controle esfincteriano ou fraqueza progressiva.

É possível prevenir a espondilose?

Sim, pois medidas preventivas retardam o aparecimento da espondilose. A manutenção de peso saudável, a prática regular de exercícios, como natação e pilates, e a correção postural evitam sobrecarga espinhal, preservando sua estrutura — e fortalecimento muscular e alongamentos diários preservam sua flexibilidade. Embora o envelhecimento seja inevitável, hábitos saudáveis amenizam o desgaste na região.

Qual médico trata a espondilose?

O ortopedista especializado em coluna trata a espondilose, avaliando e gerenciando casos desde diagnósticos iniciais até intervenções complexas. Além disso, reumatologistas e neurologistas também podem auxiliar em complicações associadas.

Agende sua consulta com o Dr. Flávio Zelada

 

Fontes

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Reumatologia

Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia

Sociedade Brasileira de Coluna