Lesões causam danos graves ao sistema nervoso, afetando funções motoras e sensoriais
As lesões da medula espinhal consistem em danos à medula espinhal, estrutura nervosa que transmite impulsos entre o cérebro e o corpo, resultando em interrupções que podem causar paralisia ou perda sensorial. Essa condição afeta milhares de indivíduos anualmente, com repercussões físicas, psíquicas e sociais significativas.
De acordo com o Ministério da Saúde, ocorrem mais de 10 mil novos casos de lesões da medula espinhal por ano no Brasil, sendo 80% em homens entre 10 e 30 anos. Essas lesões surgem de traumas ou causas não traumáticas, demandando intervenção multidisciplinar para minimizar impactos.
Saiba mais a seguir.
Índice
Quais são os tipos de lesão na medula espinhal?
As lesões da medula espinhal classificam-se por gravidade, localização e origem. Lesões completas interrompem totalmente a comunicação nervosa abaixo do nível afetado, enquanto lesões incompletas preservam funções parciais, permitindo uma recuperação variável.
Por localização, incluem cervicais (afetam braços, tronco e pernas), torácicas (impactam tronco e pernas) e lombares (influenciam pernas e funções pélvicas). De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), lesões traumáticas representam a maioria, decorrentes de impactos súbitos, enquanto não traumáticas surgem de degenerações ou infecções.
Qual a lesão medular mais perigosa?
A lesão medular mais perigosa é a completa na região cervical alta, que pode levar à tetraplegia e comprometer funções respiratórias, exigindo suporte ventilatório imediato. Dados do Ministério da Saúde indicam que essas lesões da medula espinhal apresentam maior mortalidade inicial devido à instabilidade vital. Comparadas a lesões lombares, que afetam principalmente mobilidade inferior, as cervicais demandam intervenções urgentes para evitar complicações fatais.
Quais as causas de lesão na medula espinhal?
As causas das lesões da medula espinhal dividem-se em traumáticas e não traumáticas. Causas traumáticas incluem acidentes veiculares, quedas, lesões esportivas e violência, responsáveis por até 80% dos casos, conforme o Ministério da Saúde. Fatores como fraturas vertebrais ou compressão por hematomas danificam a medula diretamente.
Já causas não traumáticas englobam artrite, câncer, infecções como poliomielite ou degeneração discal, prevalentes em idosos com osteoporose. A Organização Mundial da Saúde (OMS) relata que estilos de vida sedentários e envelhecimento populacional aumentam a incidência dessas lesões.
Sintomas e consequências crônicas das lesões na medula espinhal
Os sintomas das lesões da medula espinhal manifestam-se imediatamente ou progressivamente, incluindo:
- Dor intensa no pescoço ou costas;
- Perda de sensibilidade;
- Fraqueza muscular;
- Incontinência urinária ou fecal;
- Dificuldades respiratórias.
Consequências crônicas envolvem paraplegia ou tetraplegia permanente, riscos de úlceras de decúbito, infecções urinárias e pneumonia. Depressão e contraturas musculares, por sua vez, também podem ocorrer, demandando suporte psicológico contínuo. Estudos do Ministério da Saúde destacam que, sem reabilitação, essas complicações reduzem a expectativa de vida em até 20 anos.
Opções de tratamento das lesões na medula espinhal
O tratamento das lesões da medula espinhal integra abordagens conservadoras e cirúrgicas, adaptadas à gravidade e à localização do quadro.
Tratamentos conservadores focam na estabilização inicial e na reabilitação, utilizando medicamentos analgésicos e relaxantes musculares para controlar a dor e a espasticidade, incluindo:
- Imobilização: uso de colares ou macas para prevenir danos adicionais.
- Medicamentos: opioides iniciais, seguidos de anti-inflamatórios.
- Reabilitação: exercícios para fortalecer músculos e adaptar as atividades diárias.
- Suporte multidisciplinar: inclui psicólogos para manejo emocional.
Tratamentos cirúrgicos, por sua vez, envolvem descompressão medular ou estabilização vertebral com implantes metálicos, indicados para remover fragmentos ósseos ou hematomas.
Quando o tratamento cirúrgico é recomendado?
O tratamento cirúrgico é recomendado quando há instabilidade vertebral, compressão persistente ou fraturas que ameaçam a medula, idealmente nas primeiras 24 horas pós-lesão. Em casos de lesões incompletas com piora progressiva, a intervenção cirúrgica melhora prognósticos em 70%, evitando agravamentos.
Qual médico realiza o diagnóstico e o tratamento?
O diagnóstico e tratamento das lesões da medula espinhal são realizados por ortopedistas especializados em coluna ou neurocirurgiões, com apoio de equipes multidisciplinares incluindo fisioterapeutas e neurologistas. O Dr. Flávio Zelada, cirurgião ortopedista em São Paulo, atende pacientes sempre com abordagens personalizadas para cada caso.
Agende sua consulta com o Dr. Flávio Zelada.
Fontes

