Agendar Primeira Consulta
Fale conosco pelo WhatsApp

Quais os riscos da estenose lombar?

Quais os riscos da estenose lombar?
Imagem: Envato

Condição pode evoluir progressivamente e causar complicações neurológicas e funcionais quando não diagnosticada e tratada adequadamente

A estenose de canal lombar é uma condição caracterizada pelo estreitamento do canal vertebral na região lombar, levando à compressão das estruturas nervosas responsáveis pela sensibilidade e movimentação dos membros inferiores. Embora muitas pessoas convivam com sintomas leves no início, a doença pode evoluir de forma gradual ao longo do tempo.

Quando não acompanhada corretamente, a estenose lombar pode prejudicar a mobilidade, autonomia e qualidade de vida do paciente. Por isso, compreender os possíveis riscos da estenose lombar, bem como as complicações da condição, é essencial para reconhecer sinais de alerta e buscar tratamento no momento adequado.

A estenose do canal lombar é grave?

A estenose lombar pode ser considerada uma condição potencialmente grave, especialmente quando há compressão significativa das raízes nervosas ou da medula. Nem todos os casos evoluem da mesma forma, mas a progressão da doença pode levar a limitações funcionais importantes se não houver acompanhamento médico.

Casos leves podem ser controlados com tratamento conservador e mudanças no estilo de vida. No entanto, quadros moderados ou graves exigem atenção especial, pois a compressão nervosa prolongada pode causar danos que nem sempre são totalmente reversíveis.

O que acontece se não tratar a estenose lombar?

Sem tratamento, a condição tende a piorar progressivamente, potencializando os riscos da estenose lombar. Isso porque, sem cuidado, o estreitamento do canal pode aumentar, intensificando a compressão dos nervos e agravando sintomas como dor, dormência, fraqueza muscular e dificuldade para caminhar.

Com o passar do tempo, essa evolução pode resultar em perda significativa de mobilidade, dependência para atividades do dia a dia e maior risco de complicações neurológicas. Além disso, a ausência de tratamento adequado pode reduzir as opções terapêuticas futuras e comprometer o prognóstico.

Complicações e riscos da estenose lombar

Os riscos da estenose lombar incluem uma série de complicações neurológicas, tais como:

Síndrome da cauda equina

Entre os riscos da estenose lombar, a síndrome da cauda equina é uma das complicações mais graves. Este problema ocorre quando há compressão intensa das raízes nervosas localizadas na porção final da medula espinhal, conhecida como cauda equina.

A condição pode causar perda de controle da bexiga e do intestino, dormência na região genital e fraqueza importante nas pernas. Trata-se de uma emergência médica, pois o atraso no tratamento pode resultar em sequelas permanentes.

Dano neurológico irreversível

A compressão prolongada dos nervos é um risco da estenose lombar que pode levar a danos neurológicos irreversíveis. Quando os nervos permanecem comprimidos por muito tempo, podem perder parte de sua capacidade funcional, mesmo após o alívio da compressão.

Isso pode resultar em fraqueza persistente, alterações de sensibilidade e dificuldades motoras permanentes. Quanto mais precoce é o tratamento, maiores são as chances de preservar a função neurológica.

Incapacidade de mobilidade progressiva

A perda progressiva da capacidade de caminhar é um dos riscos da estenose lombar que mais demandam atenção, pois a dor e fraqueza nas pernas ao caminhar tendem a se intensificar com a progressão da doença.

Em estágios avançados, o paciente pode ter grande dificuldade para se manter em pé ou caminhar pequenas distâncias, impactando diretamente sua independência e qualidade de vida.

Instabilidade e risco de quedas

A fraqueza muscular, a perda de equilíbrio e a alteração da sensibilidade nos membros inferiores aumentam significativamente os riscos da estenose lombar relacionados a quedas. Esse risco é ainda maior em idosos, que já apresentam maior fragilidade óssea.

As quedas podem levar a fraturas, internações e complicações adicionais, tornando a estenose lombar um fator indireto de agravamento da saúde geral do paciente.

Dor crônica

A dor lombar e a dor irradiada para as pernas podem se tornar crônicas quando a estenose lombar não é tratada adequadamente. A dor persistente afeta o sono, o humor e a capacidade de realizar atividades cotidianas.

Além disso, a dor crônica pode levar ao uso prolongado de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, aumentando o risco de efeitos colaterais e complicações associadas.

A estenose lombar pode causar problemas de bexiga e intestino?

Sim. Em casos mais graves, os riscos da estenose lombar incluem o comprometimento dos nervos responsáveis pelo controle da bexiga e do intestino. Isso pode se manifestar como dificuldade para urinar, perda involuntária de urina ou fezes e diminuição da sensibilidade na região perineal.

Esses sintomas são considerados sinais de alerta e exigem avaliação médica imediata. A presença de alterações urinárias ou intestinais associadas à dor lombar e fraqueza nas pernas pode indicar uma compressão neurológica importante.

Importância do tratamento precoce da estenose lombar

O tratamento precoce da condição é fundamental para evitar a progressão da doença e reduzir os riscos da estenose lombar. Intervenções realizadas nas fases iniciais costumam ser menos invasivas e apresentam melhores resultados funcionais.

Além disso, o acompanhamento regular com um ortopedista permite ajustar o tratamento conforme a evolução dos sintomas, preservar a função neurológica e manter a qualidade de vida do paciente. Quanto mais cedo a estenose lombar é identificada e tratada, melhores são as chances de controle da doença.

Entre em contato e agende uma consulta com o cirurgião de coluna: Dr. Flávio Zelada.

 

Fontes:

Hospital Israelita Albert Einstein

Dr. Flávio Zelada