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Síndrome pós-laminectomia: o que é?

Síndrome pós-laminectomia: o que é?
Um senhor de idade sentindo dor na coluna.

Mesmo que uma cirurgia na coluna seja feita por um cirurgião renomado, há riscos de não fazer efeito, e nesse caso surge a chamada síndrome pós-laminectomia.

A cirurgia da coluna costuma ser uma opção quando existe compressão dos nervos, instabilidade ou outras alterações importantes, e depois que tratamentos conservadores não fizeram efeito. Na grande maioria dos casos, o procedimento proporciona melhora significativa dos sintomas. No entanto, em uma parcela dos pacientes operados, a dor pode persistir ou até mesmo reaparecer algum tempo depois da operação. Quando essa experiência negativa ocorre, é conhecida como síndrome pós-laminectomia, também chamada de síndrome da falha na cirurgia de coluna ou de FBSS (Failed Back Surgery Syndrome).

Segundo a International Association for the Study of Pain (IASP), entre 10% e 40% das pessoas submetidas a cirurgias da coluna apresentam dor que continua após o procedimento.

O que é a síndrome pós-laminectomia?

A síndrome pós-laminectomia é o nome do diagnóstico de quando alguma cirurgia na coluna não traz o resultado esperado, e a dor continua persistindo ou retornando após o procedimento, mesmo quando realizado corretamente e dentro das indicações médicas.

Isso não significa, necessariamente, que a cirurgia tenha dado errado: em muitos casos, a dor está relacionada à evolução da doença, à formação de cicatrizes, ao desgaste de outras estruturas da coluna ou a alterações nos próprios nervos.

Essa condição pode acontecer após diferentes tipos de cirurgias, incluindo laminectomia, discectomia e artrodese.

O que caracteriza a síndrome pós-laminectomia e quais os seus sintomas?

Mesmo que possam variar, o sintoma mais comum é a permanência ou o reaparecimento da dor na região que foi operada. Alguns pacientes apresentam dor irradiada para pernas ou braços, sensação de queimação, formigamento, perda de força ou dificuldade para permanecer muito tempo sentado, em pé ou caminhando.

Tem pessoas que relatam que a intensidade da dor interfere diretamente nas atividades do dia a dia, no sono e até mesmo na saúde emocional. Como existem diferentes causas para esses sintomas, a avaliação médica é essencial para diferenciar a síndrome pós-laminectomia de outras doenças que também podem provocar dor na coluna.

Quais são as principais causas e fatores de risco?

Existem fatores relacionados ao próprio paciente que causam a síndrome, como tabagismo, obesidade, diabetes, osteoporose ou até doenças que já existiam antes da cirurgia e continuaram evoluindo.

Além dos citados, os motivos mais comuns para o desenvolvimento da síndrome são:

  • Formação de fibrose (cicatriz ao redor dos nervos);
  • Novas hérnias de disco;
  • Instabilidade da coluna;
  • Degeneração de segmentos vizinhos;
  • Compressão nervosa persistente.

É altamente indicado que o paciente esteja com a melhor saúde mental possível, uma vez que alterações emocionais, como ansiedade e depressão, são condições que tendem a aumentar a percepção da dor, dificultando a reabilitação.

Como diagnosticar a síndrome pós-laminectomia?

O diagnóstico da síndrome pós-laminectomia começa com uma avaliação clínica geral. Suspeita-se da condição quando o paciente continua sentindo a mesma dor ou apresenta uma dor ainda mais intensa na mesma região após a cirurgia da coluna. Estudos apontam que essa condição pode ocorrer em cerca de 20% a 40% dos pacientes, embora a frequência varie conforme fatores como a doença de base, o tempo de compressão dos nervos, a cicatrização e as características individuais de cada pessoa.

Mais do que analisar exames de imagem, é fundamental identificar o tipo de dor apresentado, pois isso influencia diretamente na escolha do tratamento. Entre os principais tipos estão:

  • Dor neuropática, causada por lesão ou comprometimento dos nervos;
  • Dor nociceptiva ou nociplástica, que possuem mecanismos diferentes e exigem abordagens específicas.

Além disso, alterações observadas na ressonância magnética, como protrusões ou hérnias de disco, nem sempre são a verdadeira causa dos sintomas. Por isso, uma avaliação completa realizada por um especialista em coluna é essencial para definir o tratamento.

Quais são as opções de tratamento para controlar a dor?

Dependendo da causa da dor e nem sempre envolvendo uma nova cirurgia, o tratamento da síndrome pós-laminectomia pode controlar os sintomas por meio de medicamentos, fisioterapia, mudanças nos hábitos de vida e procedimentos intervencionistas realizados por especialistas em coluna.

Terapias conservadoras e infiltrações

Normalmente as terapias surgem como primeira opção, isso quando não existe indicação imediata de uma nova cirurgia. Nesse aspecto, o tratamento pode incluir:

  • Fisioterapia especializada;
  • Fortalecimento muscular;
  • Reeducação postural;
  • Medicamentos para controle da dor;
  • Infiltrações guiadas por imagem em casos epecíficos.

Essas infiltrações podem ajudar a reduzir processos inflamatórios e aliviar sintomas em determinados pacientes, permitindo uma melhor participação na reabilitação.

Estimulação medular (Neuromodulação)

Quando a dor permanece intensa mesmo após diferentes tratamentos, a neuromodulação é uma opção. É utilizado um dispositivo implantável que envia correntes elétricas, sendo uma técnica cirúrgica minimamente invasiva que usa essas correntes, leves, na medula espinhal para bloquear ou alterar os sinais de dor antes que eles cheguem ao cérebro.

Diversos estudos mostram que a estimulação medular pode proporcionar melhora da dor e da qualidade de vida em pacientes.

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Como prevenir a síndrome pós-laminectomia ou síndrome da falha cirúrgica?

Não há uma forma única de evitar todos os casos, mas alguns cuidados e um médico competente diminuem os riscos de complicações e ainda proporcionam uma recuperação melhor. Entre esses cuidados estão o diagnóstico correto antes da cirurgia, a escolha do tratamento mais indicado, o controle de doenças associadas e o comprometimento do paciente com a reabilitação.

Também é importante evitar o tabagismo, manter um peso adequado, seguir corretamente as orientações médicas e realizar fisioterapia quando indicada.

Quando é necessária uma nova intervenção cirúrgica?

Caso os exames demonstrem uma causa estrutural que pode ser corrigida, como instabilidade importante, compressão persistente dos nervos, falha de implantes ou recorrência de hérnia de disco, a intervenção é necessária. Porém, essa decisão deve ser tomada somente após uma investigação completa.

Nem toda dor após uma cirurgia significa que uma nova operação será necessária. Em muitos casos, tratamentos clínicos e procedimentos minimamente invasivos conseguem controlar os sintomas sem necessidade de outro procedimento cirúrgico.

Qual profissional buscar nestes casos?

Pacientes com suspeita de síndrome pós-laminectomia devem procurar um médico ortopedista especializado em cirurgia da coluna, pois é esse profissional que possui conhecimento para identificar a origem da dor, interpretar corretamente os exames e indicar o tratamento mais adequado para cada situação.

Dentro desse contexto, destaca-se o Dr. Flávio Zelada, um médico ortopedista com ampla experiência no diagnóstico e tratamento das doenças da coluna vertebral.

Agende uma consulta agora mesmo com o Dr. Flávio Zelada.

Fontes:

Flávio Zelada;
International Association for the Study of Pain (IASP) – Failed Back Surgery Syndrome;
North American Spine Society (NASS).