Essa técnica cirúrgica busca estabilizar a coluna e aliviar sintomas causados por diferentes problemas, usando acessos menores e técnicas que reduzem a agressão aos tecidos.
Em casos em que a coluna do paciente apresenta instabilidade ou alterações que provocam dor e limitação dos movimentos, a cirurgia tende a ser uma opção indicada pelo especialista.
Entre as possibilidades de tratamento está a fusão espinhal minimamente invasiva, que tem como objetivo unir e estabilizar duas ou mais vértebras, a partir de técnicas que preservam ao máximo músculos e outros tecidos próximos à região operada.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a dor lombar afetou cerca de 619 milhões de pessoas em 2020 e pode chegar a 843 milhões de casos até 2050, mostrando o tamanho do impacto dos problemas da coluna na população mundial.
Isso talvez explique o porquê técnicas cirúrgicas menos invasivas vêm ganhando espaço, justamente por proporcionarem uma recuperação mais confortável na grande maioria dos casos.
Índice
Para que serve a fusão espinhal?
A principal finalidade da fusão espinhal é estabilizar um segmento da coluna que não funciona com a mesma capacidade. Por isso o cirurgião utiliza técnicas como a fusão espinhal minimamente invasiva, ele busca promover a união entre vértebras, geralmente com o auxílio de implantes e materiais que ajudam a manter a região estável enquanto ocorre a consolidação óssea. No caso da abordagem minimamente invasiva, o objetivo é realizar o procedimento por incisões menores e com menor descolamento muscular, sempre que o caso permitir.
Porém, não significa que toda dor nas costas precise de uma cirurgia ou que a técnica seja indicada para qualquer paciente. A decisão costuma ser considerada quando tratamentos conservadores não apresentam resultado suficiente ou quando existe uma alteração estrutural que exige estabilização.
Tipos de fusão espinhal minimamente invasiva
Existem diferentes formas de realizar a fusão espinhal minimamente invasiva. A escolha será de acordo com a região afetada e o problema que precisa ser tratado. Entre as possibilidades estão técnicas de acesso pela parte posterior, lateral ou anterior da coluna.
Além disso, a técnica escolhida também considera fatores como idade, condições de saúde, anatomia e características da doença. Ou seja, não existe um único método considerado ideal para todos os pacientes.
Patologias tratadas com a fusão espinhal minimamente invasiva
O médico responsável indica a fusão espinhal minimamente invasiva em diferentes situações, principalmente quando há instabilidade da coluna ou alterações estruturais que comprometem a qualidade de vida. Entre os problemas que podem ser avaliados:
Correção de espondilolistese e instabilidade pélvica
A espondilolistese acontece quando uma vértebra se desloca em relação à outra, podendo causar dor, instabilidade e, em alguns casos, compressão de estruturas nervosas. Dependendo do grau do deslocamento e dos sintomas, a fusão é considerada para estabilizar a região.
Existem casos de instabilidade, envolvendo a transição entre a coluna e a pelve, em que técnicas de fusão também podem ser utilizadas.
Tratamento da estenose de canal lombar
A estenose do canal lombar ocorre quando há redução do espaço disponível para as estruturas nervosas. O paciente sente dor nas costas, dor ou pernas pesadas, formigamento e dificuldade para caminhar por períodos mais longos.
Quando existe instabilidade associada à estenose, a fusão pode ser indicada em conjunto com a descompressão dos nervos.
Tratamento da discopatia degenerativa
Com o passar dos anos, os discos entre as vértebras podem sofrer o processo conhecido como degeneração discal oriundo do desgaste. Em determinados casos, essa alteração surge associada à dor persistente e à instabilidade.
Tratamento de fraturas e certas deformidades
Algumas fraturas da coluna causam instabilidade e exigem estabilização cirúrgica. Da mesma forma, determinadas deformidades podem ser tratadas com técnicas de fusão, dependendo da gravidade e da localização da alteração.
Nessas situações, o planejamento pré-operatório é fundamental para definir quais vértebras precisam ser estabilizadas e qual técnica oferece maior segurança para o paciente.
Como é realizado o procedimento na sala de cirurgia?
No momento da cirurgia da fusão espinhal minimamente invasiva, o paciente precisa ser anestesiado para receber pequenas incisões que possibilitem o acesso à região da coluna que será tratada. Dependendo da técnica escolhida (parte posterior, lateral ou anterior da coluna), podem ser utilizados instrumentos específicos e sistemas de orientação por imagem para ajudar no posicionamento dos implantes.
O procedimento normalmente envolve a retirada de estruturas que estejam comprimindo os nervos e a colocação de parafusos, hastes, cages ou outros implantes. O objetivo é estabilizar o local tratado e criar condições para que ocorra a fusão óssea entre as vértebras. A duração e os detalhes da cirurgia variam bastante conforme o diagnóstico e a complexidade do caso.
Saiba se essa técnica pode ser considerada para o seu caso.
Pós-operatório e recuperação da fusão espinhal minimamente invasiva
Como em todos os procedimentos que visam restaurar alguma enfermidade na coluna, oferecer a menor agressão possível aos músculos e tecidos próximos à coluna é essencial, e isso é possível com a técnica minimamente invasiva. A cirurgia pode contribuir para uma recuperação mais confortável e segura.
Após o procedimento, a equipe médica orienta sobre movimentação, cuidados com a incisão e retorno progressivo às atividades. A fisioterapia provavelmente vai fazer parte da recuperação, sempre conforme a indicação do especialista.
É importante seguir as recomendações médicas e respeitar o tempo necessário para a consolidação da fusão.
Esse tipo de cirurgia na coluna deixa cicatrizes grandes?
Em geral, a proposta da técnica minimamente invasiva é utilizar incisões menores do que as proporcionadas pelas cirurgias tradicionais. Por isso, as cicatrizes tendem a ser menores, embora o tamanho final dependa da técnica utilizada, do número de níveis tratados e das características individuais de cicatrização.
Vale lembrar que “minimamente invasiva” não significa ausência de cicatriz ou que a cirurgia seja simples. O procedimento continua sendo uma cirurgia de coluna e exige planejamento cuidadoso, equipe especializada e acompanhamento adequado antes e depois da operação.
Qual profissional realiza a fusão espinhal minimamente invasiva?
A fusão espinhal minimamente invasiva deve ser realizada por um especialista em cirurgia da coluna, com experiência e formação específica para tratar cada caso com a técnica mais adequada para o momento do paciente.
O Dr. Flávio Zelada, médico ortopedista com ampla experiência e especializado em cirurgias da coluna, realiza uma avaliação detalhada para entender as necessidades de cada paciente e indicar o tratamento mais adequado. Durante a consulta, são analisados os exames e as características do problema para esclarecer se a cirurgia é realmente necessária e quais são as alternativas possíveis, sempre considerando os benefícios, riscos e particularidades de cada situação.
Se você sente dores persistentes na coluna, apresenta instabilidade vertebral ou recebeu a indicação de uma cirurgia, uma avaliação especializada pode ajudar a entender melhor o seu quadro e os caminhos possíveis para o tratamento.
Agende uma consulta com o Dr. Flávio Zelada.
Fontes:
Flávio Zelada;
Organização Mundial da Saúde;
National Institute of Neurological Disorders and Stroke (NINDS).

